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JOTA Labs

Índice de Aprovação dos Presidentes do Brasil

Ferramenta permite que pesquisas sejam agregadas para estimar a aprovação presidencial mais próxima da realidade; com o modelo estatístico desenvolvido pelo JOTA, podemos comparar resultados de diferentes institutos de pesquisa

Confira também o Índice de aprovação do presidente Jair Bolsonaro em nosso Agregador de Pesquisas

Zoom Arraste para navegar entre os anos

Metodologia

O JOTA reuniu dados e informações sobre resultados de pesquisas de opinião conduzidas no Brasil desde 1986. Ao todo são mais de 750 pesquisas de avaliação de governo, cobrindo mais de 35 anos da história política do país, oito presidentes e 11 governos. Os dados mais antigos foram recuperados a partir de repositórios de dados de pesquisadores da área e por meio de monitoramento do que é divulgado em sites de jornais e revistas sobre popularidade e avaliação do governo.

Desde pelo menos 2002, métodos de agregação de pesquisas usando médias e técnicas de análise de tendências têm sido empregados durante campanhas eleitorais para prever seus resultados. É uma técnica bastante utilizada nos Estados Unidos, com destaque para os sites RealClearPolitics e FiveThirtyEight. O primeiro foi o pioneiro nos métodos de agregação de pesquisas enquanto o segundo ganhou notoriedade por prever precisamente o resultado das eleições em 2008 e 2012 - apesar de ter cometido erros em 2016.

O JOTA tem experiência com esse tipo de método de agregação. Na eleição de 2018, Bolsonaro apareceu com 54,8% no nosso agregador de pesquisas eleitorais e acabou com 55,1%. Já Haddad apareceu com 45,2% no modelo e acabou com 44,9%. O agregador chegou mais perto do resultado final do que qualquer um dos institutos individualizados. O resultado pode ser conferido aqui.

O modelo de fusão de dados do JOTA é baseado na técnica conhecida como Filtro de Kalman, utilizada em várias áreas, das telecomunicações à indústria de carros autônomos e compreende as seguintes etapas:

  1. O modelo faz uma previsão da posição ou nível de aprovação do governo com base em algumas expectativas anteriores;
  2. Em seguida, obtemos uma medição (ainda que imprecisa) dessa posição a partir das sondagens;
  3. Com base nos erros e acertos, o modelo atualiza a previsão para a próxima posição;
  4. Este processo é repetido para a próxima etapa.

O modelo também considera house effects, ou seja, um componente de erro não aleatório que cada empresa, eventualmente, adiciona ao valor estimado da aprovação de governo. Uma vez que a verdadeira taxa de aprovação não é revelada, como acontece com a intenção de voto, o modelo assume que os house effects deveriam somar zero (devido ao cancelamento mútuo das diferenças). Desse modo, o impacto médio do erro não aleatório de um instituto de pesquisa poderia ser estimado pelo modelo, subtraindo o valor individual da pesquisa do valor agregado, que é a média das pesquisas.

Disclaimer: Os números reproduzidos neste agregador são de inteira responsabilidade dos institutos mencionados. O agregador de pesquisas do JOTA apenas faz uma compilação dos levantamentos realizados. Portanto, não nos responsabilizamos pelas amostras e técnicas utilizadas pelos institutos. Mas estamos à disposição para eventuais esclarecimentos sobre o modelo de agregação os números aqui reproduzidos.

Créditos

Dados/modelo: Daniel Marcelino

Desenvolvimento: Lucas Helfstein

Design: Juliana Moreira

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